segunda-feira, 21 de março de 2011

LOCOMOTIVA......A Barley Wine Rioazulense

   

Em homenagem ao nosso amigo Marcão , fiel  " cobaia"  e degustador de nossas cervejas, estamos prestes a lançar mais uma "bomba" , mais um "bi-trem", ou simplesmente já batizada de LOCOMOTIVA(leva tudo pela frente).
Depois de muitas pesquisas, decidimos por tentar fazer o  estilo Barley Wine. Ao  contrário do que muitas pessoas imaginam, este estilo de cerveja não contém nenhuma semelhança com wine(vinho). O termo Barley Wine foi originalmente usado na Inglaterra, por volta de 1860 para designar uma cerveja bem forte dentro da família das Bitters e Pale Ales Inglesas  e também para justificar aos amigos o porque do nosso nome     " Craft Bier"....Cerveja Forte.

Algumas características a respeito do seu perfil podem ser relatadas.  Tradicionalmente  o estilo  Barley Wine utilizava-se de “dry hopping”(técnica usada de adicionar lúpulo durante a  fase de  maturação).
Uma outra observação em relação a esse estilo é o desafio de chegar em uma  atenuação que varia entre 70 – 75%, sendo o principal desafio uma atenção especial a sua fermentação, geralmente bem prolongada, 2 -3 semanas e uma boa dosagem de fermento, geralmente o dobro que utilizadas nos nossos estilos Ale,. Com isso buscaremos garantir essa boa atenuação diante dessa cerveja com proposta de ser  bem alcoólica.

Maltes:
Numa visão geral, o malte Pale Ale representa a maioria destas  receitas. No nosso caso, iremos  utilizar o malte Pilsen para substituí-lo.  Outros 10-15% podemos variar com maltes especiais, principalmente os caramelizados. Maltes como o Munich, Vienna,  e Chocolate , podem ser usados na formulação da receita numa quantidade de +- 5% do volume total da receita.

Lúpulo:
Uma variedade muito grande de lúpulos pode ser usada nestes estilos Barley Wine, seguindo as heranças das escolas cervejeiras inglesas e americanas. Para seguir um estilo, por assim dizer, mais inglês, tradicionalmente o lúpulo East Kent Goldings é o recomendado. Mas lúpulos como o Fuggles e Styrian Golding também são muito usados por aqui , principalmente para o  dry hopping. Alguns estudiosos  da cerveja artesanal americana nos anos de 1980-1990, também indicam os lúpulos  Chinook, Centennial e Cascade(aroma) como boa alternativa , sendo assim uma mistura entre estas duas escolas cervejeiras.

Mostura:Para a infusão, vamos trbalhar com uma rampa complexa, por volta de 65-67°C, pois  esta temperatura produz fermentáveis ideais para este estilo.

Fermentação:  Como já observado, uma atenção especial à fermentação que inclui o dobro de leveduras para uma Ale normal e uma fermentação primária prolongada para atingir a atenuação de pelo menos 70%. Fermentos secos como o T-58 e S-33 encontrados no Brasil são indicados e bem parecidos em relação a sua sedimentação, atenuação e tolerância ao álcool. Sendo o T-58 com notas mais frutadas e o S-33 um pouco mais condimentado. Vamos usar o S- 04, mais intermediário  .  A maturação também é prolongada, podendo ser inclusive em anos, ou até em barris, o que favorece o arredondamento da percepção alcoólica e favorece no desenvolvimento de novos sabores a esta cerveja.

A receita:

Estilo : Barley Wine
Maltes: Malte Pilsen Agrária , Malte Carapils,  Malte Caramunch Tipo II, Malte Pale Ale, Malte Viena, Malte Acidificado, Malte Melanoidina  e Malte Caraaroma.
Lúpulo: Fuggle Pellet T-90
Fermento: Fermentis S- 04
Whirfloc: Pó
Amargor: 50-100 IBU
Cor: 14-22 SRM
Álcool(vol): 8,4% - 12%
Sabor: maltada, encorpada e alcoólica. Médio para alto de amargor.

Ah... com essa maravilha , nós vamos ao  VI Concurso Nacional de Cervejas Artesanais  que ocorre em Florianópolis-SC nos dias 23 a 26 de junho de 2011.

 Boa sorte a todos nós...

Um comentário:

  1. Aguardamos a Locomotiva aqui no Posto do Klemba, do Dorival. 8,4 de graduação alcoólica representa 12% de volume etílico ?
    Parabens pelo seu trabalho. Por ser de RA, torcemos muito.
    Amanha irei buscar mais.

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