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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vitela de Cordeiro á Cerveja

O assado é a forma original da preparação de carne e deixou suas marcas nas receitas de cozinha no mundo inteiro. Com a adição de legumes e temperos, ele atinge uma qualidade de paladar inigualável. Desde que nas últimas décadas descobrimos que a cerveja também pode ser um reforço para o paladar e ela é cada vez mais utilizada no preparo de diversos tipos de assados. 

Ingredientes para 04 pessoas
- 1 kg de carne de vitela
- 300 ml de cerveja preta (Schwarzbier)
- Um pouco de manteiga ou margarina
- Sal, pimenta
- 1 cebola
- 1 folha de louro
- Grãos de condimentos
- 2-3 rodelas de limão
- Um pouco de farinha

Preparo
Assar a carne por todos os lados em uma panela até ficar dourada. Então adicionar os condimentos, completar a panela com a cerveja preta, até cobrir a carne e refogar até estar bem cozida. Coar o molho através de uma peneira e levar ao fogo. Colocar as rodelas de limão no molho e fazer uma liga com a farinha. Deixar a carne de molho nela por pouco tempo e temperar com sal e pimenta.


Recomendação de cerveja
Cerveja Preta (Schwarzbier)

Cordeiro ao Molho Craft Bier

Aos apaixonados pela carne de Cordeiro, vai aí uma receita da Craft Bier para apreciação.


Carré de Cordeiro ao Molho de Cerveja e Aceto Balsâmico

Ingredientes:
1 kg de Carré de Cordeiro
600 ml de cerveja Belgian Strong Ale/ Red Ale.
500 ml de aceto balsâmico
3 peras ou a gosto.
200g de geleia de amora
250g de arroz já cozido
Salsinha verde bem picadinha
30g de queijo parmesão ralado.

Sal a gosto.
Azeite  a gosto.


Modo de preparo:

Cordeiro:   fazer uma vinha d’alho a seu gosto e deixar os carrés de molho por 2 horas. Em uma frigideira, colocar o azeite e selar os carrés.
Molho:   levar à panela o aceto balsâmico e a cerveja por uns 20 minutos ou até reduzir para uns 300 ml, em fogo baixo .  Acrescente uma colher de chá da geleia de amora.
Pera:  cortar na metade, fazer um pequeno furo no centro, rechear com geleia de amora e levar ao micro ondas por 1 minuto.
Arroz: misturar a salsinha e o queijo parmesão ao arroz e enformar.
Serve 02 pessoas.
Os ingredientes podem ser dimencionados proporcionalmente á quantidade de pessoas que irão degustar.

Boa apetite,  regado é claro, a uma boa  Cerveja da Craft Bier.

Borsch(Sopa de Beterraba)

Ingredientes


  • 2 litros de água
  • ½ kg de carne de porco em cubos
  • ½ kg de ossos de porco
  • ½ kg de beterraba em pedaços
  • 1 cebola fatiada
  • ½ kg de repolho fatiado
  • 4 tomates grandes em cubos
  • 3 colheres de sobremesa de purê de tomate
  • 3 batatas graúdas inteiras
  • 1 colher de sobremesa de açúcar
  • Suco de 1 limão
  • Sal e pimenta-do-reino

Modo de preparo : 1

Em uma panela, colocar a água, a carne, os ossos, a beterraba, cebola, tomates, repolho, sal e pimenta-do-reino.
Levar a ferver em fogo baixo por 2 horas.
Acrescentar as batatas e o purê de tomate e ferver por mais ½ hora.
Antes de servir, juntar o açúcar e o suco de limão.
Provar o tempero e servir.

Modo de Preparo: 2

Pré-aqueça o forno a 180°C (temperatura média). Embrulhe as beterrabas em papel-alumínio, coloque-as numa assadeira e leve ao forno para assar por 1 hora ou até que elas fiquem macias. Para verificar o ponto, espete-as com uma faca. Elas deverão ser facilmente perfuradas. Em seguida, retire as beterrabas do forno e deixe esfriar. Rale as cenouras, as cebolas e as beterrabas separadamente. Reserve.
Numa panela grande, aqueça o azeite, refogue as cebolas e as cenouras em fogo baixo, mexendo sempre, por cerca de 10 minutos. Acrescente a beterraba, o açúcar, o caldo de carne e aumente o fogo até levantar fervura. Em seguida, reduza o fogo e deixe cozinhar por 20 minutos ou até que todos os vegetais estejam bem macios. Desligue o fogo e deixe esfriar. Transfira o cozido para o liquidificador e bata com o caldo de limão. Tempere a sopa com sal e pimenta-do-reino. Para servir fria, leve à geladeira por no mínimo 1 hora. Para servir quente, leve a sopa ao fogo e deixe ferver. Decore com raminhos de endro.

Acompanhamento:  Cerveja Craft Bier- estilo Strong Belgian Ale & Porter.

domingo, 30 de outubro de 2011

Nut Brown Ale..

O desafio de final de ano ,  é uma Nut Brown Ale,  seguindo  o detalhe a ser feita com nozes e amêndoas. O estilo, segundo o BJCP, é simplesmente uma  English Brown Ale. Várias cervejas desse estilo adquirem o “Nut” do próprio malte, com uma presença muito, mas muito discreta. 

Não foi fácil idealizar  uma   receitas com essas especiarias. Pesquisamos  e encontramos duas dicas do estilo  na literatura estrangeira. A primeira  no livro “Radical Brewing”, do Randy Mosher,  e outra no livro “More Homebrewing Favorites”. As quantidades estavam bastante discrepantes. A receita do Randy Mosher tem uma xícara de nozes ou nozes pecan levemente tostadas (algo em torno de 100g), enquanto que a do “More Homebrewing Favorites” tem 680g de pistache e 680g de nozes pecan, pesadas com casca.

Resolvemos  usar as pesadas sem casca.
  • 140 gr de nozes
  • 140 gr de nozes pecan
  • 100 gr de amêndoas

A composição de maltes foi
  • 70% de Pílsen
  • 10% de Melanoidina
  • 8% de Briess Special Roast
  • 5% de Aveia em flocos tostada
  • 4% de malte kiln coffee
  • 2% de caraaroma
  • 1% de malte chocolate inglês

Dimencionamos os volumes para uma leva de 30 lts.  Na verdade, foram 38 lts  ao final da fervura, o que diluiu um pouco o efeito das especiarias.  Coloamos 46 lts para fermentar.
As nozes e amêndoas foram quebradas e levemente tostadas para apurar o sabor, conforme sugestão no livro do Randy Mosher.
Especiarias sendo tostadas
Em seguida foram trituradas e adicionadas à brassagem, na fase de sacarificação, junto com os maltes.
Especiarias trituradas
A aveia foi tostada em forno médio por aproximadamente 1,30 hs.
Aveia tostada
A OG ficou em 1.055 e a lupulagem foi basicamente de amargor, para dar uns 36 IBUs. O fermento usado foi o  British Ale da White Labs.
As nozes e amêndoas aparecem discretamente no sabor, mas marcam presença. O sabor mais marcante foi o de café e tem também um leve tostado.
É isso. Aproveito então para deixar um Feliz Natal e Boas Festas ao amigo ! E eu vou brindar com essa minha Nut Brown Ale!!!
Mas não vou brindar sozinho, compartilharei com os amigos da Boca Maldita !

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Witbier Belgian Ale

Durante todos esses anos , degustamos vários estilos de Cervejas Especiais  e a  admiração é pela criaitividade de alguns amigos cervejeiros artesanais, dentre eles, citamos o estilo Witbier – Begian Ale.
A grande novidade para nós, foi o uso de temperos caseiros  associados  aos sabores naturais dos maltes. Como já usamos pitadas de casca de laranja em nossas receitas, o desafio agora é incorporar pitadas de  gengibre e coentro á essa receita, buscando o sabor do estilo.

 Como manda esse estilo belga, optamos por usar  trigo não-malteados,sendo boa parte em flocos , mas também entrou um pouco de farinha de trigo integral. e também adicionamos  um pouco de aveia em flocos, como às vezes feito nesse estilo. Os grãos então ficaram assim:
  * 8,0 kg de malte pílsen
  * 2,5 kg de trigo em flocos
  * 0,400 kg de aveia em flocos

      A filtragem ocorreu sem problemas, apesar do trigo, da aveia e até da farinha de trigo, mas é claro que não clareou totalmente devido a esses grãos. A recirculação inicial também demorou um pouco mais do que o normal para dar aquela clareada básica, não tão clara nesse estilo.
A fervura demorou 100 min, sendo 20min de hot-break e 80 min para a lupulagem.
Usamos para a  lupulagem ,   65g de Argentino Mapuche - 5,9% a.a.
Os temperos foram adicionados mais para o final da fervura, sendo:
  • 110g de raspa de laranja seleta fresca, por 30min;
  • 5g de gengibre fresco ralado, por 25mim; e
  • 7g de sementes de coentro moídas, por 15min.
Usamos um total de 65 lts  de água mineral , sendo 50 lts  para a brassagem e 15 lts para sparging (lavagem?), levando 65 lts  para a fervura.

Não esperavamos uma eficiência tão boa e por isso a OG ficou acima do que dita o BJCP2004 para esse estilo. Mas tudo bem, não precisamos ser tão rígidos assim, pois até os próprios belgas fazem muitas cervejas fora do enquadramento que o BJCP dá a eles…. A IBU também deve ficar um pouco acima do estilo (10-20 IBUs), mas bem pouco (21 IBUs). A cor também não deve sair tão clara quanto o estilo pede, mas isso nós  já esperavamos. E se a atenuação ficar em 75%, o teor alcoólico deve ficar em 5,5% por volume.
Witbier
White Labs WLP400 Belgian Wit Ale.

No final, foram 56 de mosto para o fermentador. Está fermentando na geladeira a 22C. Agora é aguardar…

Com 12h de fermentação, já dava pra ver a espuma escura formada em cima do mosto, no tanque de fermentação. Parece então que está fermentando. No entanto quase não sai bolha pelo air-lock. Com 36h, a espuma diminuiu e continua quase não saindo bolha. Medimos  a densidade e está em de acordo ao estilo(13.3P, ou 1.047 g.e.).

A fermentação foi lenta e complicada. e precisamos agitar o fermentador de tempos em tempos. Parece que funcionou. No final de duas semanas, a fermentação aparentemente chegou ao fim. Transferimos o mosto  para o secundário, e devemos  manter por duas  a tres  semanas.

Em relação aos temperos, nos baseamos  nas dicas do livro Farmhouse Ales, que sugere as seguintes quantidades
  • Casca de laranja amarga seca: 70 a 140 gr 
  • Casca de laranja doce seca: 50 a 100 gr 
  • Gengibre seco:  5,0 a 7,5 gr 
  • Sementes de coentro: 7,0  a 12 gr 
Na fervura, o cheiro de coentro dominou no início, mas depois deu lugar ao cheiro da laranja. O mosto, no final, parecia mais refresco de laranja do que mosto mesmo. Espero que isso seja volátil e diminua. Caso contrário, tanta conta pra nada…


Abraços e boa cerveja..

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Processos de Produção Cervejeiro


Processo de Produção: Preparando sua receita

 Todo cervejeiro artesanal,  sonha em desenvolver suas próprias receitas. Porém as etapas  do processo de produção devem ser bem estudas e análisadas com cuidado , pois uma combinação errada no blend dos maltes e das curvas de temperaturas e maturações, colocam em risco a qualidade  final da cerveja elaborada. Abaixo, enumeramos algumas dicas, para quem deseja iniciar na atividade , tão prazerosa , que é fazer a sua própria receita.
Vamos aos procedimentos.

1- ESCOLHA UM SOFTWARE PARA TE AUXILIAR

Existem vários, os melhores e mais conhecidos são o Beersmith, o Pro Mash e o Beertools (que infelizmente são pagos).
Acreditem, eles facilitam e muito a sua vida e por isso vale a pena gastar um tempinho aprendendo a usa-los, ademais, eles são razoavelmente intuitivos desde que você tenha uma razoável noção de inglês e  tenha um bom " feeling" cervejeiro.

II- DECIDA O ESTILO DE SUA CERVEJA

Na hora da escolha do estilo aconselho pesquisar as características básicas do escolhido na cartilha da BJCP ou da BA (Brewers Association).
Não obstante, aconselhamos  que, na hora da escolha do estilo, você leve em consideração todos os fatores pertinentes como:
- Equipamentos: Sua geladeira é capaz de maturar uma lager? Caso negativo atenha-se as Ales!
- Disponibilidade de insumos: Se você não tem maltes torrados esqueça as Stouts por exemplo!
- Preferência pessoal: Essa é fácil, escolha um estilo que lhe agrade.
- Grau de dificuldade: Prefira estilos fáceis para suas primeiras levas. A maioria começa com uma pale ale que é, digamos, uma ale inglesa genérica. Outra opção seriam cervejas mais escuras como uma brown ale pois conseguem mascarar alguns eventuais off-flavors.
Vejam bem, nós não vemos  problema nenhum em se valer da criatividade na hora de fazer suas receitas, muito pelo contrário apoiamos sua  iniciativa. Porém, convém salientar que esse espírito inovador frequentemente pode não ser conveniente se estiver fazendo sua primeira leva ou ainda não estiver 100% confiante de suas habilidades como cervejeiro. Dizemos  isso pois não é incomum exagerar na dose de determinado ingrediente ou fazer uma cerveja que seus amigos beberão e acharão maravilhosa (para não perder sua amizade)  , mas ficou uma verdadeira " porcaria" ( lembro da primeira receita  nossa, ficou com sabor de Losna  e simplesmente os amigos acharam maravilhosa.....)
 Essas eventualidades podem deixar sua cerveja desbalanceada (como já aconteceu conosco). Resumindo, sinta-se livre para testar e experimentar mas sugerimos deixar a criatividade de lado no começo e ir aos poucos dando complexidade em suas cervejas.

III- PESQUISE POR RECEITAS DO ESTILO ESCOLHIDO

A web é rica em receitas a maioria delas, no entanto, possui uma nomenclatura diferente da que vemos por aqui. Isso ocorre pois no Brasil encontramos, via de regra, grãos da Weyermann e Agrária  enquanto americanos e muitos outros europeus utilizam de  outras maltarias (Ex. Briess ).
Use a tabela abaixo para “traduzir” a receita para a nomenclatura que encontramos aqui no Brasil. Aos poucos você vai se acostumar e vai ver que “american 2-row”, “pale malt” e “pilsner malt” são todos maltes bases com características praticamente iguais ao que conhecemos aqui como “Malte Pilsen”.
Lembre-se: Cervejeiro  sempre troca experiências com seus amigos e está sempre apto a fazer & receber criticas sobre seus blends elaborados. È um eterno aprendizado.
IV- COMECE A FORMULAR A SUA RECEITA
Ainda que eu tenhamos repassado várias fontes de receitas prontas, imaginamos que  ainda que seja a sua primeira leva, o mais legal é você pesquisar e decidir você mesmo pelos seus ingredientes.
Para isso use o software que tenha escolhido acima e vá inserindo cuidadosamente os ingredientes da seguinte forma:

1 – Maltes
Comece decidindo os tipos de grãos que você vai usar. Não é difícil, atenha-se ao que sua cerveja pede, se for uma pilsen óbvio que não vai usar malte torrado não é mesmo?
Enfim, é vital seguir as proporções indicadas para cada malte (vide tabela abaixo) sob pena de deixar sua cerveja desbalanceada (certa vez exageramos no malte torrado e tivemos uma cerveja cujo aroma e sabor de café predominaram exageradamente).
OBS: Notem que ao ir acrescentando os grãos em seu software ele vai automaticamente atribuindo características como “OG esperada”, EBC/SRM (cor da cerveja) e etc...
Por fim não se esqueçam de sempre reservar pelo menos 70% dos grãos para maltes base como Pilsen ou Viena, pois são eles que fornecem as enzimas necessárias para conversão do amido em açúcar durante a brassagem.

2 – Lúpulo
Como eu disse, após escolher os grãos e lança-los no programa você vai ter em suas mãos diversas “previsões” de como deve ser a sua cerveja. Com o lúpulo não será diferente pois você conhecerá o IBU que é o índice de amargor em sua cerveja.
No entanto, diferentemente dos maltes não basta definir as quantidades de lúpulo que vão ser utilizadas, você vai ter também que programar em que momento da fervura eles serão adicionados.
A grande maioria dos cervejeiros caseiros fazem 2-3  adições de lúpulo, uma para o amargor (em geral faltando de 60 e 90 minutos da fervura) e uma para aroma (em geral faltando apenas 15 minutos). Apenas tome cuidado para não errar a mão e desbalancear o sabor da sua cerveja. Na dúvida consulte a tabela.
3 – Fermento
Esse é fácil. Basta lembrar de não misturar as coisas e simplesmente escolher uma cepa apropriada para o estilo em questão. Se é uma cerveja de trigo o Wb-06 é mais indicado; para uma belga o S-33 ou o T-58 e assim por diante. Consulte a tabela abaixo para uma maior precisão.

4 – Processo de produção
Com os ingredientes escolhidos resta o planejamento do processo de produção decidindo fatores como a quantidade a água, as paradas de temperatura, o tempo e temperatura de fermentação e assim por diante .

V – RECEITAS DE CERVEJA

Nosso blog contém algums dicas de  receitas de algumas das nossas levas mas obviamente outras fontes são necessárias para diversificar a sua leitura. Abaixo algumas delas
1- Receitas campeãs: Nesse link existe uma coletânea de receitas de homebrewers que foram vencedoras em inúmeros campeonatos nos EUA.
2- E-book: Aqui temos um e-bool com 640 receitas. Aproveite
3- Beer Recipator: Uma das maiores fontes de receitas na internet.
4- Tasty Brew: Outra fonte bastante completa.
5- Byo: A Byo é uma revista sobre homebrewing. Nesse link você tem disponível dezenas de receitas publicadas.
6- Beertools: O beertools disponibilizou uma buscador de receitas bastante amplo e eficiente.
7- Livros: Vários , mas o mais legal é o Home Brew !

Além do mais, para se tornar um bom cervejeiro, e após ler algumas  fontes de pesquisa então, que tal então colocar esse conhecimento em prática?

Boas cervejas...

Cerveja no combate a rugas.


Japão: Um cientista cria cerveja que ajuda a combater rugas

Um cientista japonês diz que inventou uma cerveja que mantém as rugas à distância.
Sho Sind, cientista-chefe do Akita Research Institute of Food and Brewing no Japão, alega que inventou uma cerveja que funciona como uma máscara facial e dará uma pele lisa, sem rugas.

"Eu queria que a nossa cerveja, não só tivesse bom gosto, mas também trouxesse alguns benefícios à saúde. As marcas locais de cerveja não podem sobreviver no mercado competitivo, a menos que tenham algumas características únicas", disse Sind.

A cerveja é considerada rica em lúpulo e polifenóis que, supostamente, bloqueiam uma enzima responsável por rugas e flacidez da pele.

O lúpulo contém diversas características que os cervejeiros desejam na cerveja: ele contribui com um gosto amargo que equilibra a doçura do malte, o lúpulo também contribui com aromas e sabores florais, cítricos e herbais para a cerveja; o lúpulo possui um efeito antibiótico que favorece a atividade da levedura cervejeira com relação a microrganismos menos desejáveis; e a utilização do lúpulo contribui para a retenção da coroa de espuma, para o período de tempo que a camada de espuma gerada pela carbonatação irá durar.

Os polifenóis, por outro lado, são um grupo de substâncias encontradas em plantas que têm propriedades antioxidantes. Os pesquisadores disseram que os polifenóis podem reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer. Para aproveitar esses benefícios, os médicos recomendam o consumo moderado de cerveja.
Sind estudou microbiologia na Universidade de Tsukuba. Seu interesse em polifenóis começou depois que ele começou a trabalhar em uma cervejaria em 1988. Ele percebeu que a pessoa que tirava amostras de cerveja tinha uma compleição muito boa. Sua investigação o levou a concluir que os polifenóis são responsáveis para a pele livre de rugas do homem.

Quando Sind iniciou suas atividades no Akita Research Institute, em 1995, ele desenvolveu mais tarde uma nova cerveja que supostamente contém mais polifenóis que as outras marcas.
"Eu perguntei se havia algo na cerveja que fez a aparência do funcionário ser tão boa, sem rugas. Queria descobrir qual era o ingrediente secreto, e criar um novo produto", explicou.

Para aqueles que não se fartam de cerveja, podem ir adiante até uma imersão em uma banheira com sua bebida favorita.

Spas de cerveja na Áustria, Alemanha e República Checa são famosos por este mergulho relaxante, que é supostamente bom para a pele. "A cerveja é muito boa para a pele, por causa das vitaminas e do fermento. É a limpeza e secagem", de acordo com Hedwig Bauer, proprietária do Moorhof Landhotel em Franking, na Áustria.

Fonte: BelgianShop WeekLetter 1415
(Traduzido)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Atenuação da Cerveja

           Uma das primeiras coisas que aprendemos a calcular na fabricação de cervejas é o teor alcoólico; ficamos naturalmente curiosos em saber quanto de álcool foi produzido. E, provavelmente, a segunda coisa que a maioria aprende a calcular é a atenuação aparente. A atenuação aparente nos dá uma indicação de como foi a fermentação (ou de como ela está indo e se está perto de acabar ou não).
Junto com a atenuação aparente, que é fácil de se calcular com base no extrato inicial e no extrato final aparente, aprendemos também que existe uma atenuação real, associada a um extrato final real, e que é um pouco mais elusiva e mais complicada de se calcular. E é algo que quase todos ignoramos, com razão, pois a prática comum de toda a comunidade é utilizar apenas os parâmetros aparentes.
          Na verdade, é a atenuação real que está mais diretamente ligada ao conteúdo alcoólico, à performance do fermento e à quantidade de açúcar residual, que influencia, em particular, no equilíbrio da cerveja. Mas graças a certas fórmulas simples envolvendo os extratos original, final aparente e final real, podemos pensar e trabalhar, em grande parte, apenas em função da atenuação aparente.
No entanto, sempre fiquei intrigado com o papel da atenuação real e recentemente tive a oportunidade de compreender um pouco melhor o seu papel e de ver a sua utilidade na fabricação de cervejas um pouco extremas.
          Em princípio, a atenuação real seria uma medida da redução da concentração de açúcar pela fermentação, em porcentagem de massa. Isso leva em consideração que nem todos os tipos de açúcares são consumidos pelo fermento. Porém, há ainda dextrinas, proteínas e outras substâncias no mosto que também não são fermentáveis, apesar de alguns nutrientes serem consumidos pelo fermento no processo de fermentação. O mosto e a cerveja são uma solução, onde os solventes são a água e o álcool e o soluto é composto pelas outras substâncias. Então na verdade a atenuação real tenta medir a redução na concentração total dessas substâncias, ocorrida na fermentação. Isso não nos dá, diretamente, a porcentagem da massa total das substâncias do soluto que foi consumida pelo fermento. Isso porque o açúcar é convertido em grande parte em gás carbônico e álcool, aumentando com isso a massa do solvente.
Veja o desenho abaixo, ilustrando apenas as substâncias que estão diluídas no mosto, antes da fermentação, e na cerveja, depois da fermentação.
Figura 1: Substâncias presentes antes e depois da fermentação
Já o desenho abaixo ilustra não só a redução nas substâncias do soluto mas também a mudança no solvente, com a água, do mosto, sendo acrescida de álcool, na cerveja.
Figura 2: Composição do mosto e da cerveja, antes e depois da fermentação
O que medimos é a densidade (através do densímetro) ou a refração (através do refratômetro) da solução toda, com as substâncias diluídas na água e possivelmente também no álcool, no caso do mosto já ter fermentado ou começado a fermentar.
Como inferir a redução na concentração através da leitura da densidade do mosto/cerveja? Aí mora a diferença entre a atenuação real e a aparente.
A atenuação aparente é inferida diretamente através das densidades inicial e final aparente, através de uma fórmula, obtida experimentalmente, relacionando a densidade da solução (e.g. em gravidade específica) com o extrato (a relação entre a massa do soluto e a massa do solvente) (e.g. graus Plato). Veja a página Gravidade específica e extrato para mais detalhes. Mas como essa fórmula é baseada na hipótese do solvente ser simplesmente água, ela dá um valor irreal para o extrato final, por causa da presença do álcool, que é bem mais leve que a água. Por esse motivo, esse extrato é chamado de aparente.
A figura abaixo ilustra o “engano” causado na medição do extrato final devido à presença do álcool. A fórmula assume que há apenas água e, com isso, dá um valor mais baixo para o extrato final, diminuindo a massa do soluto para compensar a massa mais leve do álcool.
Figura 3: Atenuação aparente
A atenuação real, por sua vez, é inferida a partir dos extratos inicial e final aparente, através de uma fórmula mais complicada que leva em consideração todo o álcool gerado e a diferença de massa entre o álcool e a água, transformando, no plano teórico, todo o álcool por água e lendo o valor real do extrato final.
Figura 4: Substâncias antes e depois da fermentação, diluídas apenas em água, substituindo o álcool pelo mesmo volume em água, cálculo feito corretamente pela fórmula para o extrato final real
As fórmulas estão presentes nos programas de cerveja e em páginas na internet e não são o objetivo principal aqui. O que eu gostaria de discutir mais no momento está relacionado à seguinte pergunta:
Se após a fermentação adicionarmos uma certa quantidade de açúcar 100% fermentável (e.g. glicose, frutose, sacarose, maltose), qual deverá ser o extrato final após essa segunda fermentação? Como ter certeza se esse açúcar foi realmente totalmente fermentado ou se o fermento “cansou” antes?
A resposta está no extrato real. O extrato final aparente levará em conta, também, o álcool gerado a mais, que faz a cerveja ficar bem mais leve (e quem beber também…). Mas o extrato final real após a segunda fermentação será quase igual ao extrato final real após a primeira fermentação (caso o açúcar seja completamente fermentado). Isso está ilustrado na figura abaixo.
Figura 4: Composição do mosto e da cerveja com a primeira e a segunda fermentações
O único detalhe é que com a segunda fermentação, o açúcar fermentável foi transformado em parte em mais álcool, aumentando um pouco mais a massa do solvente (a cerveja!) e, com isso, diminuindo o extrato final real (a relação entre o soluto, não fermentado, e a solução toda). Nesse caso, se o açúcar adicionado para a segunda fermentação for completamente fermentado, o extrato final real após a segunda fermentação será um pouco menor que o extrato final real após a primeira fermentação. O extrato final aparente, no entanto, será muito menor.
Para saber exatamente quão menor seria o extrato final real, é necessária saber quanto de álcool foi produzido nessa segunda fermentação e descontar isso da massa do solvente. Mesma coisa se quisermos saber somente a redução do soluto (Figura 1), sem incluir a redução na concentração por conta do aumento na massa do solvente causado pelo álcool gerado. Mas não vou entrar nesses detalhes dessa vez. Vamos ver apenas como essa informação qualitativa pode nos ajudar.
Como exemplos, fiz um teste acrescentando mais açúcar em uma nova versão da minha Barley Wine e comparei as medições obtidas em uma cerveja belga tipo Brüt que eu e Duda estamos fazendo, que levou uma quantidade grande de açúcar para ficar mais seca.
Na Barley Wine, o extrato final real após a segunda fermentação ficou um tanto acima do extrato final real após a primeira fermentação, indicando que o fermento não aguentou comer todo o açúcar adicionado. Usei o fermento London da White Labs, com o teor alcoólico pulando de 8,8% v/v para 12% v/v. Adicionei pouco mais de 500g de açúcar de cana refinado a 5L da cerveja e não houve adição de mais fermento para essa segunda fermentação.
Já na Brüt, o extrato final real após a segunda fermentação ficou um pouco abaixo do extrato final real após a primeira fermentação, indicando que provavelmente todo o açúcar adicionado foi consumido pelo fermento. Na primeira fermentação, utilizamos o Belgian Abbey da White Labs, enquanto que na segunda fermentação, além do açúcar (1,5Kg de açúcar de cana refinado para uns 15L de cerveja), adicionamos, também, o fermento Super High-Gravity, da White Labs, que além de comer o açúcar adicionado para a refermentação, pode ter comido um pouco dos açúcares mais complexos que o Belgian Abbey não conseguiu comer. Essa cerveja também chegou a 12% v/v.
Eventualmente pretendo escrever com mais detalhes sobre essas duas cervejas e descrever melhor as medições e cálculos feitos. Por enquanto, espero ter conseguido explicar a noção de extrato real e uma utilidade prática desse conceito.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cerveja de Trigo & Frutas Tropicais


                                    Estilo: Cerveja de Trigo & Frutas Tropicias

 Caracteristicas: Espuma pequena, aerada, borbulhante e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Corpo opaco, denso e âmbar-escuro. Virtualmente nenhuma espuma. Aroma: leve malte, caramelo, lupulo pesado e álcool. Sabor inicial: pesado dulçor e moderado amargor. Sabor final: leve dulçor e pesado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, textura cremosa, média carbonatação e final gredoso. Aroma frutas vermelhas, lembra amora, cereja, com toques de groselha. Seu dulçor frutado também lembra caramelo e frutas vermelhas a La baladin Noel e chambly Du noire. Amargor amadeirado e pungente, bom aquecimento  alcoolico. 


                                                 Framboeza  & Amoras Pretas
A receita dessa cerveja especial, foi cuidadosamente elaborada  pelos nossos mestres cervejeiros , utilizando Amoras Pretas e Framboeza cultivadas nas terras da família em Rio Azul - Pr.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Tipos de Malte

Maltes base

Malte Lager 2L Malte Lager. Pode usar-se para produzir tanto ales como lagers. O nome deriva do fato que as pale lagers são o estilo mais comum de cervejas, e este é o tipo de malte mais usualmente usado para as produzir. Como está acostumado a ser o malte mais fácil de conseguir, é usada também para quase qualquer outro estilo. Lógicamente, se o que se quer é fabricar uma pale lager, é muito mais aconselhável usar uma lager malt.
Depois de germinar, o malte lager é aquecida cuidadosamente em um forno a 32°C o primeiro dia, desidratada a 49°C-95,5°C durante 12-20 horas, e depois curada a 79°C-85°C durante 4-48 horas, dependendo do fabricante. Isto produz um malte com um delicado e suave aroma, e excelente potencial enzimático. É usado como base da maioria das cervejas no mundo, em conjunto com specialty malts para adicionar aromas.

Malte Pale Ale 3L. Esta variedade é assada a temperaturas mais altas que o malte lager, dando um aroma ligeiramente torrado, muito apropriado para o Pale Ales.

Wheat Malt 3L. O trigo se usou tanto como a cevada na fabricação de cerveja, e tem igual poder diastático. O trigo malteado é usado para 5-70% do mash, dependendo do estilo. O trigo não tem casca exterior, e portanto tem menos taninos que a cevada. Geralmente é mais pequeno que a cevada e provê menos proteína à cerveja, ajudando na head retention. Mas é muito mais pegajoso que a cevada devido à maior conteúdo de proteína, e pode causar problemas de "lautering", se não lhe dá um "Protein Rest" durante o encharcado.

Rye Malt 3L. O centeio malteado não é comum, mas está ganhando popularidade. Pode usar-se como 5-10% do total de amadureço para dar uma nota de centeio "especiado". É ainda mais pegajoso que o trigo ao encharcá-lo, assim que esta característica deve se ter em conta para dirigi-la adequadamente.

Maltes torrados (precisam ser encharcadas)
Estes maltes se produzem geralmente aumentando a temperatura de curado usada para a produção de malte apóie, mas também podem obter-se torrando malte apóie terminada em um forno por um período de tempo. Os tempos e temperaturas sugeridas para produzir estes tipos de malte se indicam no Capítulo 20. Experimente!

Torrada Malt 25L. Este malte torrada, ligeiramente queimada, é usada para dar à cerveja um aroma a pão e masitas. Tipicamente se usa como o 10% do total de grão. Dá uma profunda cor âmbar à cerveja.

Victory Malt 25L. Este malte torada é similar em aroma à Torrada, mas dá um sabor mais nogado à cerveja.

Munich Malt 10L. É de cor âmbar e dá um aroma muito malteado. Tem suficiente poder diastático para converter-se, mas em geral é usada em conjunto com uma malte apóie para encharcado. Este malte se usa para as cervejas tipo Oktoberfest e muitas outras, incluindo as pale ales.

Vienna Malt 4L. Este Malte é mais suave e mais doce que a Munich, e é o principal ingrediente das Bock beers. Retém suficiente poder diastático como para converter-se, mas geralmente a usa com um malte apóie no mash.

Dextrin Malt 3L. Também conhecida como American Carapils, este malte é usado em pequenas quantidades, mas incrementa a sensação em boca e o corpo da cerveja. A quantidade usual para um preparado de 18,9 litros é 0.23 kg. Não tem poder diastático. Deve ser encharcada; se a empapa produzirá uma quantidade de amido sem converter, e causará starch haze.

Maltes caramelo (podem ser empapadas ou encharcadas)
Os maltes Caramel aconteceram um processo especial de calor por cozido depois do malteado, o qual cristaliza os açúcares. Estes açúcares são caramelizados formando cadeias mais largas que não são convertidas em açúcares simples pelas enzimas durante o macerado. Isto dá como resultado uma cerveja de sabor mais completo, mais malteado e com doçura de caramelo. Estes maltes se usam para quase todas as ales e para as lager de mais alta gravidade. Vários maltes cristal são adicionados freqüentemente em quantidade de meia libera para um total de 5-25% do total de grão de um preparado de 18,9 litros.

Caramelo 10 10L. Este malte contribui uma ligeira doçura como a mel e um pouco de corpo a a cerveja terminada.

Caramelo 40 40L. A cor adicional e a suave doçura de caramelo deste malte são perfeitos para as pale ales e amber lagers.

Caramelo 60 60L. Este é o malte caramel mais usualmente usada, também conhecida como medium cristal. É apropriada para pale ales, Englis style bitters, porters e stouts. Contribui com sabor a caramelo e corpo à cerveja.

Caramelo 80 80L. É usada para fabricar cervejas avermelhadas e contribui um ligeiro aroma a caramelo agridoce.

Caramelo 120 120L. Este malte contribui muita cor e aroma a caramelo agridoce. Em pequenas quantidades é apropriada para adicionar complexidade, ou em maior quantidade para old ales, barleywines e doppelbocks.

Special B 220L. Esta única Belgian malt tem aroma torrado, nogado e doce. Usada com moderação (0.11 kg - 0.23 kg), é muito boa em brown ales, porter e doppelbocks. Em quantidades maiores, mais de meia libera em um preparado de 18,9 litros, contribuirá aroma a ameixa (o qual pode ser apropriado em pequenas quantidades em uma barleywine).

Maltes torrados (podem ser empapadas ou encharcadas)
Estes maltes fortemente torrados contribuem uma aroma a café ou a queimado às porter e as stout. Obviamente, devem usar-se com moderação. Alguns fabricantes recomendam as adicionar para o final do macerado, já que assim se reduz o "toque amargo" que estas maltes podem contribuir. Efetivamente, esta prática parece produzir uma cerveja mais suave para quem fabrica com água "suave" ou de sob bicarbonato.

Chocolate Malt 400L. Usada em pequenas quantidades para brown ale, e extensivo para porter e stouts, este malte tem aroma a chocolate agridoce, um agradável caráter torrado, e contribui uma profunda cor rubi escuro.

Black Patent Malt 580L. É a mais negra das negras. Deve usar-se em pequenas quantidades, geralmente menos de 0.23 kg para 18,9 litros. Contribui com aroma a carvão torrado, que em realidade pode ser bastante desagradável se o usa em excesso. É útil para contribuir com cor e/ou estabelecer um "limite" à doçura de outros estilos de cerveja que usam muito malte caramelo; 28,35 g ou 56,70 g é útil com este propósito.

Roast Barley 550L. Esta não é em realidade um malte, a não ser cevada altamente torrada. Tem um seco, característico sabor a café, e é o aroma distintivo das Stouts. Dá um "toque" a carvão menor que a Black Patent.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Volume de Malte na Receita


CALCULANDO A QUANTIDADE DE MALTE EM UMA RECEITA

Uma dificuldade evidente para os iniciantes é saber a quantidade de malte necessária para uma receita.

Para quem usa um aplicativos é simples, basta ajustar o volume de cerveja a ser produzida e acrescentar maltes até a densidade original (OG) desejada. Mas e quem não usa nenhum aplicativo, como fica?

Apesar de os cálculos se basearem em unidades de medidas americanas, vou tentar simplificar o conceito. Os maltes tem certa capacidade de produzir material solúvel após a mostura, que são os açucares fermentáveis e as dextrinas. Essa capacidade varia conforme o tipo de malte, o produtor e até mesmo o lote. Para efeito de cálculos básicos, vamos considerar valores tabelados por tipo de malte. Esse valores, que iremos chamar de "Extrato potencial", são apresentados como, a densidade original obtida em uma mostura de 1 libra de malte em 1 galão de mosto, com eficiência de laboratório de 100%.

Por exemplo, um típico malte pilsen tem um Extrato Potencial de 1,035 ou 35 em Unidades de densidade (GU) o que significa que para 1 libra de malte em 1 galão de mosto teríamos uma OG de 1,035. Mas se considerarmos uma eficiência de 70% na brassagem, o que é comum para produção artesanal, teremos uma OG de 1,024 ou 24 GU.

Se quisermos produzir 20 litros de uma cerveja tipo Pilsen, com OG de 1,045 usando somente malte pilsen, podemos calcular da seguinte maneira:

1 Convertemos litros em galões. 20 litros = 5,28 galões
2 Convertemos a receita em Unidades de densidade total. 45 GU x 5,28 gal = 237,6 GU
3 Dividimos pelo extrato potencial do malte pilsen a 70% de eficiência. 237,6 GU / 24 GU = 9,9 libras
4 Convertendo libras em Kilogramas. 9,9 lb = 4,5 kg de malte pilsen.

Concluindo, precisamos de 4,5 kg de malte para produzir 20 litros de pilsen com OG de 1,045 a 70% de eficiência de brassagem.

Para uma receita com vários tipos de maltes, multiplicar as Unidades de densidade total da receita (2) pelo percentual de cada malte na receita, e calcular a quantidade separadamente para cada malte, lembrando que o Extrato potencial de cada malte varia conforme o tipo e o produtor.

Segue abaixo uma tabela de extrato potencial aproximado para alguns tipos de maltes, extratos e adjuntos.

Malt 


Type of Malt

Potential Extract (points per pound per gallon)

Can Be Steeped?
Pale 2-row malt
37

N
Pale 6-row malt
35

N
Munich malt (Belgian/German)
37

N
Munich malt (US)
33

N
Wheat malt
39

N
Crystal malt
34

Y
Special "B"
30

Y
Chocolate Malt
30

Y
Black Patent
29

Y
Roasted Barley
29

Y
Amber/Brown malt
32

N
Cara-pils (US)
33

N
Cara-pils (Belgian)
34

Y
Aromatic
36

N
Biscuit
35

N



Malt Extract and Sugars




Type of Extract or Sugar

Extract (points per pound per gallon)
Dry malt extract (DME)
45
Liquid malt extract (LME)
37
Corn sugar
40
Cane sugar
45
Honey
35
Boas cervejas

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Açucar Cervejeiro

Histórico do Uso de Açucar em Cervejarias.

Reinheitsgebot! Não poderia começar um texto sobre o uso de açúcar em cerveja sem comentar algo sobre a tão falada lei de pureza alemã. A Lei do consumidor mais antiga do mundo foi decretada por Guilherme IV em 1516 e baseia-se em uma tentativa de manter a qualidade da cerveja distribuída à população sem a adição de componentes como cinzas, cogumelos, raízes, derivados de animais, dentre outros possíveis agentes nocivos a saúde, utilizando-se apenas água, malte e lúpulo. Mas realmente ao promover a Lei, algumas empresas da atualidade tentam manter tal controle de qualidade quanto  é demonstrado?
A controvérsia começa ao vermos que na sua Lei original era inaceitável a utilização de Malte de Trigo para a produção de cervejas, pois como o trigo era também utilizado na produção de pães – este último teve um aumento no seu preço devido à diminuição da sua produção e seu consumo por parte das cervejarias. Outro fato importante é que nos dias de hoje  todas as cervejarias fazem controle e ajuste da sua água para produção de cerveja, mas essa adição de sais não era prevista na Lei de Pureza Alemã.
Segundo os autores citados por Ron Pattinson: Verlag Leipzig e Franz Schönfeld falam sobre alguns estilos de cerveja antigos que possivelmente foram extintos com o auxílio da Lei de Pureza Alemã, dentre alguns podemos citar:
- Fruit Bier como Cherry Bier e Lemon Bier: Cervejas similares com as produzidas na Bélgica hoje em dia, mas com um toque alemão.
- Säuerliche Bier: Cervejas pálidas, levemente lupuladas e contendo ácido láctico, sendo produzidas com malte base mais malte de trigo na proporção de 3 a 4 para 1.

- Grätzer Bier: Cervejas pálidas, com bastante lúpulo, produzida com malte de trigo e malte defumado.
- Breyhan: Por algumas centenas de anos foi o estilo mais difundido na Alemanha do Norte. Pesquisas contemporâneas do estilo dizem ser semelhante ao estilo Gose, sendo produzida com malte de trigo.
- Braunschweiger Mumme: Cervejas viscosas, quase pretas, alcoólicas, pouco atenuadas e bastante lupuladas. A consistência viscosa vinha de uma fervura longa e intensa, cerca de 1 hora e 30mints sem o lúpulo e mais 3 horas após a adição do lúpulo.
A Lei de Pureza Alemã é a favor do uso de apenas Malte para produzir a cerveja, mas muitas cervejarias tomam isso como se fosse todo o processo de produção da cerveja, sem levar em consideração várias etapas que são muitas vezes antecipadas e até mesmo forçadas para a produção de uma cerveja “Puro Malte, conforme a Lei de Pureza Alemã”.
Você considera uma cerveja “Puro Malte” que realiza a fermentação em 7 dias, faz a maturação por mais 7 dias, força a carbonatação, filtra e pasteuriza a cerveja, tendo uma qualidade superior a uma cerveja com cerca de 5 a 10% de um produto para elevar a complexidade da cerveja? Muitas informações não nos são fornecidas pelas cervejarias, mas vale a atenção ao processo produtivo das cervejas que bebemos.

O uso do Açúcar

A utilização de açúcar em cerveja tem como base o aumento da complexidade fornecida pelo açúcar e aumento da “digestibilidade” da cerveja.
Por digestibilidade entende-se como o equilíbrio da cerveja, tanto na relação amargor-dulçor quanto ao corpo (mouthfeel) da cerveja. Segundo John Palmer os dois constituintes mais importantes para o corpo da cerveja são: açúcares não fermentáveis e proteínas.
Açúcares caramelizados como os açúcares dos maltes caramelos, e açúcares de cadeia longa como as dextrinas, são exemplos de açúcares não fermentáveis. As dextrinas são açúcares sem sabor específico que adicionam corpo/viscosidade para a cerveja. Malte Carared, Caraamber, Chocolate dentre outros, possuem uma quantidade maior de açúcares caramelizados devido ao processo de produção destes maltes. O potencial de densidade destes maltes é parecido com o malte base (Pilsen/Pale ale), mas solubilidade não significa que ele é fermentável. Os açúcares destes maltes não contribuem para a fermentação e geram dulçor residual, além de contribuir para uma densidade final mais alta.
Já as proteínas mais importantes para o aumento do corpo de uma cerveja, são as chamadas de “proteínas de tamanho médio”. Durante a parada protéica as peptidases quebram as “proteínas grandes” em “proteínas médias” e as “proteínas médias” em “proteínas pequenas”. Nos maltes utilizados atualmente, a maioria das proteínas já foram convertidas em “proteínas médias” e “proteínas pequenas”, devido ao desenvolvimento dos maltes, e a realização de uma parada protéica iria reduzir ainda mais o corpo, por degradação das “proteínas médias”.
Cito 4 motivos para a utilização de açúcares e seus derivados na produção de cervejas:
  1. A produção de mosto com densidade superior a 1,070 apenas com malte é inviável e desnecessário, pois os sabores/aromas/gostos não são elevados colocando-se mais malte.
  2. Diminuição da sensação de corpo adquirido em cervejas de alto teor alcoólico produzidas apenas com malte.
  3. Evitar a utilização excessiva de maltes, principalmente referente a maltes especiais.
  4. Atingir sabores fornecidos pelos açúcares caramelizados e que não são conseguidos através do uso de maltes, pois a reação de caramelização ocorrida com o açúcar é diferente da reação de Maillard ocorrida com os maltes, conforme explicado abaixo.

Reação de Maillard
A reação de Maillard foi descrita em 1912 por Louis-Camille Maillard. Trata-se de uma reação que ocorre entre os aminoácidos ou proteínas e os açúcares (carboidratos) redutores. Neste contexto, quando o alimento é aquecido o grupo carbonila do carboidrato interage com o grupo amino do aminoácido ou proteína e, após várias etapas, produz melanoidinas, que dão a cor e o aspecto característicos dos alimentos cozidos ou assados.
Segundo Strong Gordon (presidente do BJCP), melanoidinas são açúcares marrons de tamanhos e cores variados e que são formados na reação de Maillard, principalmente durante a fervura intensa, na decocção e também em alguns maltes especiais. Alguns autores citam que as melanoidinas não possuem sabor, mas Strong Gordon fala que são açúcares bastante complexos e que além de pouco caracterizados são de grande complexidade.
Dependendo dos tipos de proteínas e açúcares que compõem o alimento, o processo produz resultados diferentes quanto a aspecto, cor e sabor, que são característicos para cada tipo de malte, além de variar conforme o tempo e a temperatura utilizada, produzindo os diversos tipos de maltes existentes.

Reação de Caramelização
A definição da reação de caramelização é curta: A caramelização envolve a conversão de açúcares em compostos coloridos pela hidrólise inicial em monossacarídeos seguida da polimerização deles pela influência do calor. Isso quer dizer que a hidrólise inicial estimula a produção de açúcares simples tornado o Candi Sugar claro mais fermentável e conforme sua cor vai escurecendo e seus compostos polimerizando, torna-se menos fermentável.

Tipos de Açúcar:
  • Açúcar Invertido
É a sacarose (açúcar comum) que sofreu hidrólise em meio ácido (catalisado pela presença de calor), gerando dextrose e frutose. É assim chamado por fazer um feixe de luz polarizada se deslocar para a esquerda. Esses açúcares são de mais fácil digestão para o fermento. O sabor acrescentado por este tipo de açúcar é praticamente nenhum, pois não é caramelizado, mas deixa a cerveja com corpo mais leve e aumenta sua drinkability.
  • Açúcar de Cana
Dissacarídeo composto de glicose mais frutose, mas precisa ser quebrado pelo fermento para poder ser usado nas suas formas mais simples (glicose e frutose), além de inverter a sacarose caso ainda não tenha ocorrido, o que pode levar a um tempo de fermentação prolongado por alguns poucos dias. Um problema relatado do seu uso seria um padrão de “cidra”, mas que se perde com algumas semanas após o engarrafamento. Usado para diminuir o corpo da cerveja e diminuir a coloração, além de adicionar pouca complexidade final à cerveja.
  • Glicose
Também chamada de dextrose ou açúcar de milho. É um monossacarídeo derivado de outros açúcares e pronto para uso do fermento. Uso para elevar o álcool, diminuir a coloração e diminuir os custos da cerveja. Não adiciona complexidade alguma a cerveja e é extremamente fermentável, sendo a maltose outro tipo de açúcar com resposta semelhante no resultado final e na utilização pelo fermento.
  • Açúcar Mascavo
Intermediário entre o açúcar de cana e o melado, tanto no sabor quanto na complexidade. Pode ser um produto bastante variável conforme o local de produção.
  • Melado
Extremamente variável. Para os americanos, pode explicar uma mistura de açúcar com impurezas, representando 90% de compostos fermentáveis. Já para os ingleses, o “Treacle” é um tipo de açúcar acidificado sendo o resíduo do refinamento do açúcar comum. No Brasil temos como um bom padrão em relação ao melado, sendo composto pela fervura do caldo de cana e remoção das suas impurezas. Adiciona uma complexidade única à cerveja e é relativamente bem fermentável.
  • Mel
Produto natural e complexo produzido pelas abelhas, possui o sabor relacionado a florada de origem, sendo o mel de laranjeiras e o mel silvestre os mais indicados para a produção de cervejas. Já o mel de eucalipto não é indicado, pois o sabor desenvolvido pode lembrar o aroma de desinfetantes a base de eucalipto. O sabor desenvolvido pelo mel é bastante diferenciado e único além de ser bastante fermentável.
  • Mel de Melato
Produzido pelas abelhas a cada 2 anos de abril a janeiro e é feito a partir dos excrementos (adocicados) de insetos sugadores de seiva. Não encontrei seu uso em cerveja, mas por ser bastante diferente e complexo, deve acrescentar aromas semelhantes ao mel mas com determinadas particularidades.

segunda-feira, 21 de março de 2011

LOCOMOTIVA......A Barley Wine Rioazulense

   

Em homenagem ao nosso amigo Marcão , fiel  " cobaia"  e degustador de nossas cervejas, estamos prestes a lançar mais uma "bomba" , mais um "bi-trem", ou simplesmente já batizada de LOCOMOTIVA(leva tudo pela frente).
Depois de muitas pesquisas, decidimos por tentar fazer o  estilo Barley Wine. Ao  contrário do que muitas pessoas imaginam, este estilo de cerveja não contém nenhuma semelhança com wine(vinho). O termo Barley Wine foi originalmente usado na Inglaterra, por volta de 1860 para designar uma cerveja bem forte dentro da família das Bitters e Pale Ales Inglesas  e também para justificar aos amigos o porque do nosso nome     " Craft Bier"....Cerveja Forte.

Algumas características a respeito do seu perfil podem ser relatadas.  Tradicionalmente  o estilo  Barley Wine utilizava-se de “dry hopping”(técnica usada de adicionar lúpulo durante a  fase de  maturação).
Uma outra observação em relação a esse estilo é o desafio de chegar em uma  atenuação que varia entre 70 – 75%, sendo o principal desafio uma atenção especial a sua fermentação, geralmente bem prolongada, 2 -3 semanas e uma boa dosagem de fermento, geralmente o dobro que utilizadas nos nossos estilos Ale,. Com isso buscaremos garantir essa boa atenuação diante dessa cerveja com proposta de ser  bem alcoólica.

Maltes:
Numa visão geral, o malte Pale Ale representa a maioria destas  receitas. No nosso caso, iremos  utilizar o malte Pilsen para substituí-lo.  Outros 10-15% podemos variar com maltes especiais, principalmente os caramelizados. Maltes como o Munich, Vienna,  e Chocolate , podem ser usados na formulação da receita numa quantidade de +- 5% do volume total da receita.

Lúpulo:
Uma variedade muito grande de lúpulos pode ser usada nestes estilos Barley Wine, seguindo as heranças das escolas cervejeiras inglesas e americanas. Para seguir um estilo, por assim dizer, mais inglês, tradicionalmente o lúpulo East Kent Goldings é o recomendado. Mas lúpulos como o Fuggles e Styrian Golding também são muito usados por aqui , principalmente para o  dry hopping. Alguns estudiosos  da cerveja artesanal americana nos anos de 1980-1990, também indicam os lúpulos  Chinook, Centennial e Cascade(aroma) como boa alternativa , sendo assim uma mistura entre estas duas escolas cervejeiras.

Mostura:Para a infusão, vamos trbalhar com uma rampa complexa, por volta de 65-67°C, pois  esta temperatura produz fermentáveis ideais para este estilo.

Fermentação:  Como já observado, uma atenção especial à fermentação que inclui o dobro de leveduras para uma Ale normal e uma fermentação primária prolongada para atingir a atenuação de pelo menos 70%. Fermentos secos como o T-58 e S-33 encontrados no Brasil são indicados e bem parecidos em relação a sua sedimentação, atenuação e tolerância ao álcool. Sendo o T-58 com notas mais frutadas e o S-33 um pouco mais condimentado. Vamos usar o S- 04, mais intermediário  .  A maturação também é prolongada, podendo ser inclusive em anos, ou até em barris, o que favorece o arredondamento da percepção alcoólica e favorece no desenvolvimento de novos sabores a esta cerveja.

A receita:

Estilo : Barley Wine
Maltes: Malte Pilsen Agrária , Malte Carapils,  Malte Caramunch Tipo II, Malte Pale Ale, Malte Viena, Malte Acidificado, Malte Melanoidina  e Malte Caraaroma.
Lúpulo: Fuggle Pellet T-90
Fermento: Fermentis S- 04
Whirfloc: Pó
Amargor: 50-100 IBU
Cor: 14-22 SRM
Álcool(vol): 8,4% - 12%
Sabor: maltada, encorpada e alcoólica. Médio para alto de amargor.

Ah... com essa maravilha , nós vamos ao  VI Concurso Nacional de Cervejas Artesanais  que ocorre em Florianópolis-SC nos dias 23 a 26 de junho de 2011.

 Boa sorte a todos nós...

domingo, 13 de março de 2011

Harmonização por Estilos

       Para se tirar o maior proveito da cerveja harmonizada com o prato, devemos identificar os ingredientes presentes na receita e as características base da cerveja, combinando-os de forma a que nenhum se sobreponha ao outro. As harmonizações são sempre por corte (quando, por exemplo, os elementos da breja, como carbonatação e amargor, "quebram" a gordura presente no prato, limpando o paladar para a nova garfada), contraste (quando as características diferentes entre o prato e a cerveja acabam por valorizar a ambos), e semelhança (quando prato e cerveja possuem elementos sensoriais que se assemelham e agregam sensações aos dois), de modo que as qualidades recíprocas sejam ressaltadas. Por exemplo, para acompanhar um prato de carne com molho intenso, deve-se buscar as bebidas mais encorpadas e complexas; se a preparação for rica em gordura, recomenda-se cervejas bastante lupuladas, carbonatadas e com alto teor alcoólico. Já para acompanhar pratos leves e frutos do mar, o ideal é recorrer às cervejas de trigo ou às tradicionais Pilsner.

Dicas gerais de harmonização

  • Cervejas leves acompanham comidas leves, enquanto cervejas mais fortes, intensas e encorpadas harmonizam melhor com comidas mais pesadas e gordurosas.
  • Pense em Ales como Vinho Tinto e Lagers como Vinho Branco. Como as Ales são fermentadas em temperaturas mais altas, normalmente são de aromas e sabores mais complexos. Lagers, por serem fermentadas em temperaturas mais baixas, são normalmente mais leves, com aromas e sabores mais suaves. Outro comparativo válido é pensar em cervejas de alto amargor como se fossem vinhos bem ácidos ou com bastante tanino.
  • Quanto mais escura a cerveja, mais escura deve ser a comida da harmonização. Cervejas escuras recebem essa cor dos maltes escuros, que normalmente têm um sabor mais tostado e algumas vezes mais adocicado, que combina bem com os mesmos sabores das comidas bem assadas ou grelhadas.
  • Quanto mais picante for a comida, mais lupulada e amarga deve ser a cerveja. O lúpulo consegue cortar bem o efeito das pimentas, permitindo que você consiga sentir melhor os sabores tanto do prato quanto da cerveja.
  • Deixe que a região seja seu guia. Cervejas e comidas originárias da mesma região quase sempre funcionam bem juntas.
  • É importante ter atenção especial à sequência em que são servidas as cervejas. Se você planeja servir cervejas de diferentes estilos, prefira começar com as mais leves, tanto em sabores quanto em álcool, evoluindo para cervejas mais complexas e encorpadas no final. O mesmo vale para cervejas secas e doces. Comece pelas secas. O objetivo é que os sabores mais intensos não atrapalhem ou sobreponham os sabores mais leves. Também evita que as pessoas sintam-se pesadas ou sonolentas logo no início da harmonização.

PREPARAÇÕES ESTILOS DE CERVEJA
Abacate (Guacamole ou Salada)
American Pale Ale
India Pale Ale (IPA)
Amber Lager
Amêndoas Salgadas
American Pale Ale
American Brown Ale
Anchovas
Bohemian Pilsner
Appfelstrudel

Porter
Arenque (Peixe gorduroso)
Flanders Red Ale
Flanders Brown Ale
Lambic-Gueuze
Berliner Weisse
Aspargos
Belgian Tripel
Atum (salada verde ou cru)
German Weizen
Witbier
Atum (massas ou sanduíches)
Saison
Avestruz
Bière de Garde
Belgian Tripel
Dortmunder Export
Maibock/Helles Bock
Azeitonas
Belgian Tripel
Belgian Dubbel
Bière de Garde
Bacalhau
Special/Premium Bitter
American Pale Ale
Bohemian Pilsner
German Pilsner
Classic American Pilsner
American Amber Ale
Banana (base para sobremesas)
German Weizen
German Weizenbock
Russian Imperial Stout
Porter
Batatas Gratinadas
Doppelbock
Munich Dunkel
Oktoberfest Märzen
Beterraba (salada)
German Weizen
Witbier
Belgian Blond Ale
Doppelbock
Bife Grelhado
American Amber Ale
American Brown Ale
Altbier
Porter
Belgian Dubbel
Bolinho de Bacalhau
German Weizen
Witbier
Munich Helles
Dortmunder Export
Kölsch
Lambic-Gueuze
German Roggenbier
German Dunkelweizen
Brownies
Russian Imperial Stout
Porter
Burritos

American Pale Ale
American Brown Ale
Altbier
Irish Red Ale
Camarão
Bohemian Pilsner
German Pilsner
Classic American Pilsner
Witbier
German Weizen
Munich Helles
Saison
Belgian Golden Strong Ale
Dry Stout
Caranguejo
Witbier
German Weizen
Munich Helles
Bohemian Pilsner
German Pilsner
Classic American Pilsner
Dry Stout
Saison
Carne Assada
Extra Special Bitter (ESB)
American Pale Ale
American Brown Ale
India Pale Ale (IPA)
Altbier
Irish Red Ale
Carne com Chili
American Pale Ale
American Brown Ale
India Pale Ale (IPA)
Dry Stout
Carne de Panela em Cubos
Belgian Dubbel
Belgian Dark Strong Ale
Dry Stout
Porter
Carne Suína Assada
Munich Dunkel
Belgian Dubbel
Doppelbock
Altbier
Oktoberfest Märzen
Bière de Garde
Carpaccio
German Weizenbock
Belgian Pale Ale
American Pale Ale
Extra Special Bitter (ESB)
Irish Red Ale
Cassoulet
Bière de Garde
Belgian Dubbel
Doppelbock
Caviar
German Pilsner
Ceasar Salad
German Weizen
Witbier
American Wheat Beer
Kölsch
Cheesecake
Fruit Beer
Porter
Russian Imperial Stout
Sweet Stout
Chocolate
Sweet Stout
Russian Imperial Stout
Porter
Fruit Beer (Framboise ou Kriek)
Chouriço

American Pale Ale
India Pale Ale (IPA)
Saison
Chucrute (conserva de repolho)
Belgian Pale Ale
Oktoberfest Märzen
Bière de Garde
Munich Dunkel
Doppelbock
German Weizenbock
Codorna
Bière de Garde
Belgian Tripel
Belgian Pale Ale
Special/Premium Bitter
Coelho
Bière de Garde
Belgian Tripel
Belgian Pale Ale
Extra Special Bitter (ESB)
Cogumelos (Champignon, Shiitake, Maitake,
Porto Bello, Shimeji Preto, Shimeji Branco)
Doppelbock
Munich Dunkel
Belgian Dubbel
English Brown Ale
Strong Scotch Ale
Cordeiro Assado
Belgian Dubbel
Strong Scotch Ale
Belgian Dark Strong Ale
Old Ale
Bière de Garde
Cordeiro Grelhado
English Brown Ale
American Brown Ale
American Amber Ale
Oatmeal Stout
Schwarzbier
Costelinha Suína com Barbecue
Rauchbier
Crème Brulée
Old Ale
Barley Wine
Doppelbock
Porter
American Stout
Russian Imperial Stout
Fruit Beer (Framboise ou Kriek)
Cuscuz
Witbier
German Weizen
Munich Helles
American Pale Ale
Belgian Golden Strong Ale
Enchiladas (Tortilhas) American Pale Ale
India Pale Ale (IPA)
Doppelbock
Oktoberfest Märzen
Rauchbier
Dry Stout
Irish Red Ale
Enguia Defumada
German Weizen
Rauchbier
Empanadas
American Pale Ale
India Pale Ale (IPA)
Saison
Bohemian Pilsner
German Pilsner
Escargot
Bohemian Pilsner
German Pilsner
Saison
Belgian Golden Strong Ale
Belgian Tripel
Faisão

Bière de Garde
Belgian Dubbel
Belgian Dark Strong Ale
Old Ale
Extra Special Bitter (ESB)
Frango Assado
Bière de Garde
Munich Dunkel
Traditional Bock
Standard Bitter
American Pale Ale
American Amber Ale
American Brown Ale
Oktoberfest Märzen
Belgian Dubbel
Belgian Pale Ale
Irish Red Ale
Frango na Brasa (churrasco)  Amber Lager
American Brown Ale
Porter
Rauchbier
Frango a Passarinho
American Amber Ale
American Brown Ale
Altbier
Frango ao Vinho
Bière de Garde
Belgian Dubbel         


Feijão/ Feijoada
Doppelbock
Bière de Garde
English Brown Ale
American Brown Ale
Dry Stout
Oatmeal Stout
American Stout Rauchbier
Fígado
Belgian Dark Strong Ale
Filet Mignon
au poivre guarnecido com batatas au gratin 
India Pale Ale (IPA)
Foie Gras
Doppelbock
Barley Wine
Belgian Dark Strong Ale
Lambic-Fruit (Framboise ou Kriek)
Flanders Red Ale
Flanders Brown Ale
Strong Scotch Ale
Fondue de Queijo
Bière de Garde
Munich Dunkel
Oktoberfest Märzen
Maibock/Helles Bock
Grão de Bico (bolinhos/ Falafel)
Saison
India Pale Ale (IPA)
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
Dortmunder Export
Goulash
Munich Dunkel
Doppelbock
Belgian Dark Strong Ale
English Brown Ale
Porter
Haddock Assado
German Weizen
Rauchbier
German Roggenbier
German Dunkelweizen
Hamburger
American Brown Ale
American Pale Ale
India Pale Ale (IPA)
Schwarzbier
Altbier
Amber Lager
Hummus (Patê de Grão de Bico)
German Weizen
Oktoberfest Märzen
Belgian Pale Ale
Munich Dunkel
Traditional Bock
English Brown Ale
Javali
Doppelbock
Munich Dunkel
Porter
Belgian Dark Strong Ale
Strong Scotch Ale
Rauchbier
Kebab de Carne
English Brown Ale
American Brown Ale
American Amber Ale
Extra Special Bitter (ESB)
Dry Stout
Schwarzbier
Rauchbier
Lagosta
German Weizen
Witbier
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Munich Helles
Dry Stout
Lagostim
German Weizen
Witbier
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Munich Helles
Belgian Golden Strong Ale
Lasanha
Amber Lager
Belgian Pale Ale
Lentilha
Oktoberfest Märzen
Doppelbock
English Brown Ale
Munich Dunkel
Língua
Special/Premium Bitter
English Brown Ale
Munich Dunkel
Lula Frita
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
Munich Helles
Kölsch
Amber Lager
American Pale Ale
Saison
Lula Recheada
German Weizen
Witbier
Belgian Golden Strong Ale
Massa ao Molho Bechamel ou Carbonara
Belgian Tripel
Bière de Garde
Doppelbock
Massa à Bolonhesa
Amber Lager
Belgian Pale Ale
Massa ao Molho de Frutos do Mar
German Weizen
Munich Helles
Kölsch
Massa ao Molho Pesto
Belgian Tripel
Belgian Golden Strong Ale
Melão
German Weizen
Fruit Beer (Framboise ou Kriek)
Berliner Weisse (com concentrado de limão)
Mexilhões

Witbier
German Weizen
Saison
Lambic-Gueuze
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
Kölsch
Milho Cozido
Munich Helles
Kölsch
Dortmunder Export
German Weizen
Nachos
American Pale Ale
India Pale Ale (IPA)
Amber Lager
Oktoberfest Märzen
Dry Stout
Nozes
English Brown Ale
Belgian Dubbel
Doppelbock
Ossobuco
Belgian Dark Strong Ale
Belgian Dubbel
Doppelbock
Strong Scotch Ale
Ostras
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
Munich Helles
Kölsch
American Stout
Flanders Red Ale
Ovos mexidos ou Omeletes
German Weizen
Witbier
Munich Helles
Kölsch
Ovos com Bacon
German Weizen
Witbier
German Roggenbier
German Dunkelweizen
Paella
Belgian Golden Strong Ale
Bière de Garde
Dortmunder Export
Maibock/Helles Bock
Special/Premium Bitter
Panna Cotta
Russian Imperial Stout
Sweet Stout
American Stout
Oatmeal Stout
Porter
Fruit Beer (Framboise ou Kriek)
Strong Scotch Ale
Pato Assado
Belgian Dubbel
Belgian Dark Strong Ale
Doppelbock
German Weizen
Bière de Garde
German Roggenbier
German Dunkelweizen
Pato au Poivre
American Pale Ale
India Pale Ale (IPA)
Saison
Pato com Laranja
Fruit Beer
Doppelbock
Belgian Dark Strong Ale
Sweet Stout
Porter
Perdiz
Bière de Garde
Belgian Dubbel
Belgian Dark Strong Ale
Old Ale
Peru
Bière de Garde
Belgian Dubbel
Munich Dunkel
Oktoberfest Märzen
Amber Lager
Pimentão Recheado
American Pale Ale
India Pale Ale (IPA)
Rauchbier
Doppelbock
Dry Stout
Irish Red Ale
Pizza de Banana e Brigadeiro
Russian Imperial Stout
Sweet Stout
Pizza Calabresa

Rauchbier
Irish Red Ale
Pizza Mussarela/Marguerita
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
Polvo
Belgian Tripel
Belgian Golden Strong Ale
German Weizen
Witbier
Preparações Salgadas com sabor pronunciado de Bacon
Belgian Dubbel
Rauchbier
Doppelbock
Presunto Crú
Dry Stout
Schwarzbier
Porter
Maibock/Helles Bock
Doppelbock
German Weizenbock
Quiche de Queijo
German Weizen
Witbier
Munich Helles
Kölsch
American Wheat/Rye
Rabada
English Brown Ale
American Brown Ale
Belgian Dubbel
Belgian Dark Strong Ale
Doppelbock
Strong Scotch Ale
Old Ale
Barley Wine
Risoto de Abobrinha
Belgian Golden Strong Ale
Belgian Tripel
Bière de Garde
Risoto de Frutos do Mar
German Weizen
Munich Helles
Kölsch
Risoto de Funghi
Vienna Lager
Bière de Garde
Risoto de Gorgonzola
Doppelbock
Rocambole de Carne
Special/Premium Bitter
English Brown Ale
American Brown Ale
American Pale Ale
Porter
Munich Dunkel
Oktoberfest Märzen
Altbier
Irish Red Ale
Salada de Folhas Verdes
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
German Weizen
Witbier
Salame
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
Dortmunder Export
Belgian Golden Strong Ale
Belgian Tripel
Saison
Dry Stout
Salmão
German Weizen
Witbier
American Wheat/Rye
Saison
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
India Pale Ale (IPA)
Salmão Defumado
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
Dortmunder Export
Saison
German Weizen
Witbier
Rauchbier
Lambic-Gueuze
German Roggenbier
German Dunkelweizen
Salsichas
Belgian Pale Ale
Special/Premium Bitter
Oktoberfest Märzen
Munich Dunkel
Altbier
Bière de Garde
Saison
Sardinha

German Pilsner
Saison
Lambic-Gueuze
Flanders Red Ale
Sopa (caldo de Piranha)
Kölsch
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
Sopa de Legumes
German Weizen
Witbier
Munich Helles
Kölsch
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
Sopa Minestrone
Vienna Lager
German Pilsner
Bohemian Pilsner
Classic American Pilsner
Sorvete
Russian Imperial Stout
American Stout
Sweet Stout
Porter
Fruit Beer
Soufflé de Couve Flor
American Stout
Sweet Stout
Russian Imperial Stout
Porter
Sushi
German Weizen
Witbier
Kölsch
Tamboril (peixe)
German Weizen
Munich Dunkel
Traditional Bock
Special/Premium Bitter
American Brown Ale
English Brown Ale
Belgian Dubbel
Tarte Tatin
Porter
Russian Imperial Stout
Sweet Stout
Tempura de Vegetais ou Frutos do Mar
German Weizen
Witbier
Kölsch
Terrine
Belgian Dubbel
Belgian Dark Strong Ale
Bière de Garde
English Brown Ale
American Brown Ale
Tiramisu
Belgian Dark Strong Ale
Fruit Beer
Sweet Stout
Porter
Torta de Cebola
Bière de Garde
Oktoberfest Märzen
Munich Dunkel
Amber Lager
Torta de Framboesa
Russian Imperial Stout
Sweet Stout
American Stout
Porter
Torta de Frutas
Russian Imperial Stout
Sweet Stout
American Stout
Porter
Torta de Limão
Russian Imperial Stout
American Stout
Porter
Berliner Weisse (com concentrado de limão)
Torta de Maçã
Russian Imperial Stout
Sweet Stout
Porter
Torta Madalena (carne moída com purê de batatas gratinado)
Special/Premium Bitter
English Brown Ale
Porter
Dry Stout
Munich Dunkel
Torta de Morangos
Russian Imperial Stout
Sweet Stout
American Stout
Porter
Torta de Noz Pecan
Russian Imperial Stout
American Stout
Sweet Stout
Porter
Trufa (cogumelo)
Bière de Garde
Doppelbock
Belgian Dark Strong Ale
Trufa de Chocolate
Sweet Stout
Fruit Beer(Framboise ou Kriek)
Russian Imperial Stout
American Stout
Porter
Truta
German Weizen
German Weizenbock
German Roggenbier
German Dunkelweizen
Truta Defumada
Rauchbier
Veado
Doppelbock
Munich Dunkel
Old Ale
English Brown Ale
American Brown Ale
Porter
Belgian Dark Strong Ale
Strong Scotch Ale
Vegetais Crus em Palitos
Munich Dunkel
German Weizen
Belgian Tripel
Vichyssoise
German Weizen
Doppelbock
Vitela
Munich Dunkel
Maibock/Helles Bock
Belgian Golden Strong Ale
German Weizen
Saison

German Roggenbier
German Dunkelweizen